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LAVANDERIA NA SALA? ARMÁRIO NA ÁREA SOCIAL?

Por maio 15, 2019 Sem Comentários

Neste episódio de Olhares e Detalhes, visitei um projeto das designers de interiores Fernanda Nasser e Luiza Amaral, da Concretize Interiores, para um apartamento de 51 m2.

A Fernanda abre o vídeo contando que elas optaram por uma cartela de cores mais escuras para este projeto porque o apartamento é bem iluminado, com sol desde manhã até o final da tarde.

Dependendo da concepção, é possível fugir do convencional. A cor do teto, por exemplo, é quase sempre pensada em tons de branco. Mas neste caso, elas optaram pelo Grafite Lapiseira, da Suvinil para a cor do teto. Tons mais escuros podem trazer mais conforto. Vejam como ficou legal!

Já as paredes foram todas pintadas em duas tonalidades de azul da Suvinil, o Nimbus e o Barra de Ferro.

Para otimizar o espaço, a planta original foi bastante modificada. A cozinha foi transferida para um espaço onde não havia instalação de gás. A alternativa foi optar por forno elétrico e cooktop. Eu achei essa pequena cozinha a coisa mais linda! Ela é completa, com espaço para todos os utensílios e eletrodomésticos. “É pequena, mas funciona super bem”, ressalta a Luiza.

Uma das demandas do cliente era ter a conveniência de lavar sua roupa em casa, em vez de usar a lavanderia coletiva do prédio.

Já viram uma lavanderia na sala? Pois foi exatamente isso que a Fernanda e a Luiza idealizaram. Eu achei genial! A pequena lavanderia na sala, com espaço para utensílios e produtos de limpeza, fica guardada em um armário que, quando fechado, se transforma em um grande painel para compor o desenho do ambiente.

Minha primeira sensação quando entrei no apartamento foi mesmo que esse armário era apenas um painel para trazer textura. “Quando as portas estão fechadas, o armário segue em continuidade até a entrada do apartamento. É um elemento único, você não consegue saber onde ele começa e termina”, observa a Fernanda.

E aqui vai uma dica sobretudo para quem mora sozinho e precisa otimizar o espaço: você pode substituir a estante decorativa da sala por um guarda-roupa. Neste projeto, o mesmo armário que abriga a lavanderia na sala também tem lugar para as roupas do morador. Outro exemplo de que fugir do convencional pode ser a solução mais prática – e, neste caso, a mais bonita.

Ainda dentro da modificação da planta, o que era varanda virou uma sala de jantar. O piso foi elevado em quase 15 cm para compensar o desnível em relação ao resto do apartamento e dar sensação de continuidade. “É preciso um enchimento grande em termos de metros cúbicos para elevar o piso. Para não sobrecarregar a laje, sempre utilizamos um isopor específico ou a argila expandida antes do contrapiso”, esclarece a Luiza.

Com a elevação do piso da varanda, o forro foi removido do teto para ampliar o espaço. “Ao aplicarmos o preto no teto, conseguimos dar profundidade para o ambiente e ganhar em amplitude”, conta a Luiza. “Além disso, pintamos a tubulação, que ficou aparente depois da remoção do forro, com a mesma tinta que usamos na cor do teto, a solução mais simples possível”, ela completa.

O sofá que elas escolheram fica no centro do ambiente que integra sala e cozinha. É baixo e minimiza a interferência visual na casa. “É comum, numa planta de moradia, encostar o sofá na parede. Optamos por colocar o sofá no meio do espaço para ser um elemento que divide a sala da cozinha e seja uma peça de integração”, explica a Fernanda.

“Como revestimento, a gente optou pela lona. É um material que, com o uso, vai ficando cada vez mais descolado e macio, ao contrário dos tecidos”, ressalta a Luiza. “Você não pode ter medo de usar móveis grandes e dar a ele uma importância até mesmo arquitetônica dentro do seu projeto”, completa a Fernanda.

Este sofá é uma peça bem flexível que te permite sentar inclusive no encosto. Perfeito para manter aquele bate-papo gostoso mesmo com quem esteja na cozinha. Uma forma de desconstruir um pouco a ideia tradicional de sala. Adorei esse sofá!

A Fernanda e a Luiza modificaram também a planta do banheiro, que ficou separado do quarto para atender o desejo do morador de manter sua privacidade neste espaço. Anote esta dica para o banheiro: com um espelho que vai além da bancada você ganha mais amplitude e mais espaço de gabinete para organizar suas coisas. Amei!

Em seguida, fomos para o quarto. E veja só que ideia simples e super útil: uma cadeira e um garden seat (“banco de jardim”) que servem como criado-mudo ao lado da cama, mas que podem tranquilamente ser usados como assentos extras na sala. Não é bacana?

Os dois tons de azul da Suvinil também foram aplicados no quarto: o Nimbus, a cor da parede da cama, e o Barra de Ferro, a cor do teto e das outras paredes. A parede da cama foi parcialmente revestida em plaqueta de tijolo, uma peça bem mais fina que um tijolo e que faz as vezes da cabeceira. Sem o guarda-roupa no quarto, sobrou espaço para uma cama grande e confortável. Imagine perder esse conforto apenas para ter uma estante decorativa na sala!

“A gente gosta muito de projetar com base na função. O design é importante, é claro. Mas, nos dias de hoje, com o m2 tão caro, é preciso pensar em espaços bonitos e funcionais ao mesmo tempo”, ressalta a Fernanda.

E não é verdade?

Para mim, a composição de tons e peças para este quarto tem um efeito gostoso e relaxante para quem dorme nele. “Muitas pessoas acham que não se usa tons escuros em ambientes pequenos. Neste projeto, as paredes são escuras, os elementos são escuros, o teto não é branco – e, mesmo assim, o apartamento é super amplo”, comenta a Luiza.

E demos muita sorte nesse dia de gravação: o dia estava claro e ensolarado. A gente encerrou este episódio com uma vista bem bonita de São Paulo.

Gostou deste projeto da Fernanda Nasser da Luiza Amaral da Concretize? Aproveite e clique aqui para conhecer mais casas e projetos da série olhares e detalhes com outras ideias e soluções para o seu espaço.

Para conhecer mais sobre o trabalho da Concretize acesse: https://concretizeinteriores.com.br/

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